Foto de Adriano Moura.
                                                                                                                       Elopement Wedding –  (Fugir para Casar) Casamento a Dois
     
 
       Este estilo de casamento, é pouco comentado e celebrado no Brasil (sendo que já fora muito celebrado pelos açorianos - Lusos Portugueses aqui no Brasil), e atualmente é muito celebrado nos outros países. Por esse motivo vale explicar, uma vez que temos muitos casais de outros países que vem se casar em terras brasileiras, como também muitos brasileiros vão morar fora do país e acabam encontrando outra metade do coração na terra que os acolheu. 
   
      A palavra Elope em inglês significa fugir de algum lugar e não retornar ao seu ponto de origem. Ela foi mencionada inicialmente em 1338, para definir o ato de uma mulher abandonar o seu marido para fugir com o seu amante. Essa definição passou a significar o ato de um casal fugir para se casar, sem necessariamente abandonar nenhum outro cônjuge para isto.
   
     Entre nossos Açorianos, que colonizaram nosso Brasil, também trouxeram esse costume muito romântico: Quando o casal muito apaixonados,  queriam se casar - porém com pouco recurso financeiro, com pouca beira, eira e tribeira - A noiva fugia com o Noivo ou como alguns diziam: O noivo raptou a Noiva. Então eles se hospedavam por alguns dias, na casa de um amigo ou parente. Os pais percebendo que a moça não se encontrava em casa, rapidamente corriam para a casa dos pais do noivo pretendente, e todos constatavam que ambos fugiram, e para não ficarem preocupados, os noivos após algumas horas - geralmente de madrugada - mandavam avisar a família, que fugiram, mais não se dizia qual a casa ou lugar que estavam. Após alguns dias, retornavam para casa de um dos pais, já casados pelo motivo de que o casamento fora consumado - houve noite nupcial -  e não se podia mais voltar atrás. E todos sabiam, que o casamento aconteceu.  Era uma alegria só. 
    - Lembro dessa fato como se fosse hoje, tive muitos tios que fugiram para casar. Nossa famílias ficava feliz, e era um comentário tão gostoso e feliz na comunidade - fato da infância do celebrante Juliano Vieira.
    E fugir para casar é muito romântico!
   
    Hoje, o casal programa uma viagem, e sem contar para todos, realizam uma cerimônia de casamento, e retornam para casa casados. Para isso, contratam Cerimonial para organizar o dia, as flores, o jantar. Como também contratam filmagem e fotos, para mostrar para todos que a cerimônia aconteceu - e claro, um celebrante para dar a benção e proferir a cerimônia, oficializando, que neste caso é o CELEBRANTE JULIANO VIEIRA. 
       
        Alguns casais - até convidam em segredo alguns amigos íntimos ou pais e irmãos para estarem nesse dia.

      Então Elopement podemos dizer, que é para casamentos que acontecem de maneira repentina ou quem preferir como os Açorianos: Fugir para Casar. As vezes até secreta sem a presença de amigos ou família, ou com um número muitíssimo limitado de pessoas. Se tivéssemos que fazer uma tradução para a nossa língua, poderíamos dizer que Elopement Wedding é um casamento a dois. É perfeito para casais que sonham com esse momento só deles. Querem intensidade, profundidade, significado e muita intimidade - e além de tudo, econômico - bom casamento, com carinho Celebrante de Casamento Juliano Vieira. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                               Filmagem de Par Filmes

"Tássia + Kássio 

“Nos conhecemos em setembro de 2008 na faculdade. Sou formada em arquitetura e Kassio em engenharia civil. Eu me aproximei para tirar dúvidas nas disciplinas de cálculo e a amizade de longos meses virou namoro muito tempo depois. A ideia do elopement surgiu por meio de uma brincadeira. Sempre que sentávamos para planejar como seria o casório não conseguíamos chegar numa decisão. A única certeza é que não queríamos um “festão” para centenas de convidados. Foi então que a “brincadeira” foi tomando forma, começamos a analisar os lugares e os preços e vimos que realmente era a melhor coisa que poderíamos fazer: viajar para casar! Queríamos algo íntimo. Como nós dois temos famílias enormes seria muito difícil reduzir os convidados e tentar uma festa menor. Então falamos: vamos fugir e voltar casados rs

 

Nós não falamos para ninguém o lugar da cerimônia, nem mesmo para os nossos pais. Fizemos isso pois tivemos receio que alguém não respeitasse nossa decisão e resolvesse aparecer lá achando que a gente ia gostar. Realmente queríamos um momento íntimo, só nosso. Depois do casamento, enviamos um cartão para todos os amigos e familiares com uma foto da cerimônia avisando que havíamos casado. Escolhemos a cidade de Brumadinho, perto de Belo Horizonte, que abriga o Inhotim, um museu de arte contemporânea que adoramos muito, e para onde fomos logo após a cerimônia, que aconteceu numa pousda linda chamada Estalagem do Mirante. Tivemos troca de votos, alianças e um juiz celebrando. Nós nos casamos de verdade, não foi uma viagem de aventura.

 

Não seguimos nenhuma religião e agora as famílias já conseguiram compreender a opção que fizemos. Os pais do Kassio compreenderam melhor que os meus. Minha mãe achou que fosse brincadeira e todo dia perguntava: mas é sério mesmo isso? Quando cheguei da viagem do casamento, ela ainda tentou me convencer a fazer uma cerimônia religiosa. Só quando ela viu as fotos e o vídeo do casamento conseguiu enxergar que foi a melhor opção”."

Filme e Depoimento, retirado de Lápis de Noiva.